PROPOSTAS DE REDAÇÃO DE VESTIBULARES DIVERSOS

PROPOSTAS DE REDAÇÃO DE VESTIBULARES DIVERSOS

                                              

 

PROPOSTA 1

 

Os ditados populares, ou provérbios, cristalizam conceitos que parecem verdadeiros e universais, mas podem não resistir a uma argumentação bem fundamentada nem ao confronto com as situações vividas em contextos históricos diferentes daqueles em que foram produzidos.

 

Tendo em vista isso, atente para o provérbio

 

QUEM SEMEIA VENTOS COLHE TEMPESTADES

 

A partir desse provérbio, redija seu texto, expondo argumentos para confirmar e/ou para rebater as ideias nele presentes.

 

 

 

 

            Espalhados pelos canteiros da cidade, moradores de rua formam uma massa silenciosa e invisível - "um elemento da paisagem urbana do qual a sociedade se acostumou a desviar o olhar".

            ("Veja", 30 nov. 2005)

 

            Na invisibilidade que a grande maioria deles vive, alguns se destacam e surgem como personagens (escritores, detetive espacial, Lampião), criam um mundo paralelo, tornam-se visíveis e ocupam a mídia.

            Segundo o Censo do Instituto de Pesquisas Econômicas - Fipe - 2003, é considerado morador de rua o segmento de baixíssima renda que, por contingência temporária ou de forma permanente, pernoita nos logradouros da cidade.

            A área urbana da cidade de São Paulo é de aproximadamente 1.500 km£. Abrigava em 2003 uma população de quase 10,7 milhões e, desses habitantes, 6.405 eram moradores de rua (2.834 viviam nas ruas e 3.571 pernoitavam em albergues). Ainda segundo a mesma pesquisa, predominavam pessoas do sexo masculino (83,60%), em idade ativa (18 a 55 anos, 70,06%) e residindo na rua há até um ano. Esses dados aumentaram em torno de 30% desde a última pesquisa feita em 2001 pelo mesmo instituto. Muitos desses moradores de rua não possuem família e muitos consomem álcool e drogas. O mais interessante apontado por essa pesquisa é que 20% desses moradores possuem nível superior.

            Censo 2003 - FIPE

 

            No meio (ilha) da Av. Pedroso de Moraes, bairro nobre da cidade, mora Raimundo Arruda Sobrinho, 68 anos. Seu último jornal leu em junho de 1976, e ainda consegue se recordar dos donos do poder daquela época: os presidentes da França e dos Estados Unidos, do Brasil, o governador e o prefeito de São Paulo. Na cabeça, uma coroa de plástico - uma garrafa cortada ao meio com papelão e metais colados nela. O saco de lixo preto que atou com um nó no seu pescoço ele usa como capa. Passa seus dias escrevendo. Curvado, ele se dedica aos seus diários, pilhas de folhas soltas guardadas num caderno de papelão. Ao lado, as notas dos anos passados, atadas por um cordão e embrulhadas em sacos de plásticos transparentes. "O diário de uma mente escravizada" ele as chama e então lê: "Dormi bem, acordei cedo, o tempo está bom, falei com gente na rua..."

            Texto: Thomas Milz. Disponível em <"http://www.caiman.de/brasil/raimundopt.shtml">

 

            Na Radial Leste, uma das maiores avenidas de São Paulo, podemos encontrar o Luciano: com uma fita na cabeça segurando um osso na vertical de sua testa, o corpo revestido por saquinhos de plástico, remetendo quase que a uma espécie de traje espacial. Quando lhe perguntamos a respeito de seu estranho equipamento, ele diz que é feito para viajar:

proteção antibombas, pois espera a nave que irá levá-lo para os Estados Unidos. O traje de Luciano constitui uma espécie de aparelhagem corporal, como um equipamento de sobrevivência, num mundo onde as explosões ameaçam.

            Os diversos pesos pendurados ao seu corpo dão a seus movimentos a lentidão dos gestos de um astronauta. Os saquinhos pendurados em seus braços e suas pernas estão recheados com cartelas da Mega Sena.

            Texto adaptado para fins de vestibular. Disponível em <"http://www.unicamp.br/unicamp/hoje/julho2006/ju330pag12.html">

 

Você tem duas opções para fazer sua redação. Escolha uma delas e siga as orientações para elaborar o seu texto.

 

Opção 1 - Narração

Imagine a seguinte situação: um dia alguém (personagem criado por você) tem a oportunidade de conversar longamente com um destes moradores que estão aqui representados e resolve escrever a história da vida dele, expondo os motivos que o levaram a se isolar de tudo e de todos para viver num canto de uma rua qualquer. Crie um texto narrativo e dê a ele um final surpreendente. Dê um título ao seu texto.

 

Opção 2 - Dissertação

A partir das informações disponibilizadas aqui, construa um texto dissertativo procurando argumentos para tentar solucionar esse problema social: o morador de rua. Algumas autoridades defendem a chamada "operação limpeza"; outras preferem ações voltadas para a cidadania. Como você se posiciona? Crie um título adequado ao desenvolvimento que der ao tema.

 

Importante: Seu trabalho será avaliado de acordo com os seguintes critérios:

Narração - adequação ao tema e às características específicas do gênero narrativo. Título compatível com o texto produzido.

Dissertação - espírito crítico; padrão culto da língua; adequação de título e texto ao desenvolvimento do tema; estrutura textual compatível com o tipo de texto proposto.

 

 

PROPOSTA 2

 

            TEMA: QUALIDADE DE VIDA

 

            Fala-se tanto de qualidade de vida no mundo atual que médicos e profissionais de outras áreas são convidados a indicar os comportamentos adequados para se ter uma vida mais saudável. Sabemos, entretanto, que ter qualidade de vida implica um conjunto de procedimentos a serem incorporados ao nosso dia a dia.

            Para auxiliar sua reflexão, leia os trechos a seguir selecionados da reportagem da revista "Superinteressante" e, a seguir, escreva um artigo de opinião, em cerca de 20 linhas, a ser publicado num jornal de circulação interna da Universidade, argumentando sobre o que é ter qualidade de vida para você. Não se esqueça de dar um título adequado ao seu texto.

 

            A CIÊNCIA DO BEM VIVER

Pequenas mudanças de atitude podem melhorar sua saúde física, mental e material. Conheça 7 hábitos comprovados cientificamente que você deve adotar para ganhar qualidade de vida.

 

1. OUÇA MÚSICA

Não se culpe se você é daqueles que passam o dia todo com um fone de ouvido cantarolando por aí. A música tem efeitos muito benéficos para a saúde física e mental. Já não é de hoje que os cientistas vêm estudando o fenômeno. Entre outras coisas, a música pode acalmar, estimular a criatividade e a concentração, além de ajudar na cura de uma porção de doenças.

 

2. PREPARE-SE PARA ENVELHECER

Ninguém gosta muito da ideia de vir a ser velho, mas isso é a melhor coisa que pode acontecer (pense na outra possibilidade). É bom reservar um tempo desde já para planejar como você pretende que seja sua velhice. Inclusive porque é bem possível que essa fase da sua vida dure bastante tempo. Graças aos avanços no saneamento básico, à descoberta de novas drogas e a fatores ambientais e de prevenção, estamos vivendo cada vez mais. Em 1900, a expectativa de vida média no Brasil ao nascer era de 33 anos. Hoje, já estamos na marca dos 67. Estudos demográficos apontam que, em 2025, o brasileiro viverá em média 75,3 anos e, por volta do ano 2050, 2 bilhões de pessoas no mundo terão mais de 60 anos. E, graças a esses mesmos motivos, os velhos estão ficando cada vez mais velhos.

 

3. TENHA FÉ

Costuma ser mais feliz quem consegue encontrar um significado para a vida. Esse significado pode estar em qualquer coisa - da filatelia à filantropia. Mas é na religiosidade que a maior parte da população vai buscar essa razão de viver. E encontra. Pesquisas mostram que as pessoas religiosas consideram-se, em média, mais felizes do que as não religiosas. Elas também têm menos depressão, menos ansiedade e índices menores de suicídio.

 

4. ANDE MAIS A PÉ

Gastar sola de sapato é um dos melhores exercícios que existem, seja para a saúde física, mental, do meio ambiente ou do bolso mesmo. Sim, porque para fazer caminhadas você não precisa gastar rios de dinheiro com academias elaboradas, muito menos com personal trainer. Um par de tênis basta, quando falamos de caminhada, não estamos nos referindo a nada profissional, que exija pista adequada e treinamento. Pode ser no seu bairro, no quarteirão da sua casa, ou até mesmo na escadaria do prédio, na pior das hipóteses.

 

5. TENHA (PELO MENOS) UM AMIGO

Todo mundo quer ser feliz, isso é tão verdadeiro quanto óbvio. O psicólogo Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia (EUA), passou anos pesquisando o assunto e concluiu que, para chegar a tal felicidade, precisamos ter amigos. Os amigos, segundo ele, resumem a soma de 3 coisas que resultam na alegria: prazer, engajamento e significado. Explicando: conversar com um amigo, por exemplo, nos dá prazer.

 

6. COMA DEVAGAR

Parece até falatório de mãe, mas os benefícios de diminuir o ritmo das garfadas são incríveis. Para começar, ninguém ganha tempo comendo um sanduíche na frente de um computador - o máximo que você ganha são quilos a mais, uma vez que, quanto mais rápido come, mais sente fome. Isso quer dizer que, se você comer mais devagar, provavelmente vai comer menos sem ter que fazer nenhuma dieta. O que será um ganho danado à sua saúde. Fora a redução do peso e do risco de doenças aliadas à obesidade, há diversas pesquisas que apontam que devemos diminuir a quantidade de comida se quisermos viver mais.

 

7. DESLIGUE A TV

Ninguém está dizendo aqui para você nunca assistir à televisão. Mas que você poderia diminuir o tempo em frente ao aparelho, isso você poderia. Até porque televisão em excesso não faz bem. Sim, o hábito de se largar no sofá e assistir a qualquer porcaria que esteja no ar pode deixar as pessoas viciadas no relaxamento que a TV produz. O problema é que essa sensação gostosa vai embora assim que o aparelho é desligado - é igualzinho ao vício em substâncias químicas. O estado de passividade e a diminuição no grau de atenção, no entanto, continuam. Quando vista por mais de 20 horas por semana, a televisão pode danificar as funções do lado esquerdo do cérebro, reduzindo o desenvolvimento lógico-verbal.

            (Adaptado da Revista "Superinteressante", Editora Abril, janeiro de 2006, 49-57)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PROPOSTA 3

 

Leia o texto a seguir e produza um texto comentando o problema da pirataria de produtos no Brasil.

 

               AO GOSTO DO FREGUÊS

 

            Veja a que nível de requinte chegou a falsificação de produtos industrializados no Brasil. O badalado tênis Nike Shox, que faz sucesso entre a garotada mais abonada, só é fabricado no original a partir da numeração 34, e, nos tamanhos menores, a maioria das cores se adapta mais ao público feminino, com preço em torno de 400 reais. Já os piratas - que são vendidos até por um quarto desse valor - podem ser encontrados em qualquer tamanho e cor.

 

 

Analise atentamente os dados a seguir. A partir das informações, redija um texto a respeito da relação entre a população brasileira e o acesso à leitura.

 

OS NÚMEROS DAS LETRAS

Na população brasileira: *

- 8% são analfabetos.

- 30% localizam informações simples em uma frase;

- 37% localizam informações em texto curto;

- 25% estabelecem relações entre textos longos.

 

No Brasil:

- 16% da população detém 73% dos livros;

- de 1995 a 2003, a venda de livros caiu 50%, e o número de títulos lançados, 13%.

* Entre 16 e 64 anos;

            Fontes: CBI, IBL, BNDES, MEC e I Inaf.:

 

Quantos livros cada pessoa lê por ano:

- 7 na França;

- 5,1 nos EUA;

- 5 na Itália;

- 4,9 na Inglaterra;

- 1,8 no Brasil.

 

Da população adulta alfabetizada do país:

- um terço aprecia a leitura de livros;

- 61% tem muito pouco ou nenhum contato com livro;

- 47% possui no máximo dez livros em casa.

            "Folha de São Paulo", (Sinapse), terça-feira, 28 de setembro de 2004.

 

 

 

 

A seguir encontram-se trechos de uma entrevista concedida pelo sociólogo americano Rich Ling. A partir das considerações levantadas pelo entrevistado, produza um texto a respeito da relação dos jovens com o celular.

 

                           ENTREVISTA

               A INDEPENDÊNCIA JUVENIL

 

ÉPOCA - CELULARES FORAM CRIADOS PARA HOMENS DE NEGÓCIOS, MAS HOJE SÃO MAL USADOS POR ADOLESCENTES. POR QUÊ?

Rich Ling - Esse foi um dos aspectos mais inesperados da tecnologia. Mas, olhando agora, parece algo bastante lógico. Os adolescentes estão num período nômade da vida, quando estão muito interessados em interação social. Na Noruega, 100% dos adolescentes entre 15 e 20 anos têm celular. Aos 10 anos, 60% já têm um aparelho. Uma das causas é o divórcio. É comum pais separados darem celular aos filhos para poder entrar em contato com eles sem ter de lidar com o ex-companheiro. Atualmente, o celular é o elemento que mais auxilia na emancipação dos jovens em relação aos pais.

 

ÉPOCA - POR QUÊ?

Rich Ling - O aparelho dá a eles acesso fácil a seu grupo de amigos. A emancipação nada mais é que sair de uma esfera em que seus pais decidem tudo por você para uma esfera em que você é parte do grupo que toma as decisões. O adolescente passa a ter o próprio número de telefone e sua caixa postal. (...)

 

ÉPOCA - O CELULAR AUMENTA O CÍRCULO DE AMIZADES?

Rich Ling - Talvez o telefone móvel esteja fazendo com que as pessoas tenham menos amizades, mas muito mais intensas e integradas. (...)

            ("Época", 1¡ ago. 2005, adaptado)

 

 

 

            PROPOSTA 4

 

            O costume de assistir a jogos de futebol em estádios começou na Inglaterra, no final do século XIX, primeiro país a praticar esse esporte de forma amadora e também profissional. O crescimento do número de espectadores foi concomitante ao aumento da violência nos estádios e imediações.

            Elabore um texto dissertativo procurando responder às questões formuladas pelo Secretário da Justiça e da defesa da Cidadania do Estado de São Paulo, Belisário Souza Santos: "Novas leis. Será necessário? (sic) Mais ousadia? Mais criatividade? O que se quer da polícia? O que se espera da família? Da mídia? Dos clubes? Da federação? Da própria sociedade?" - disponível na internet em www.dhnet.org.br.

            Apoie-se nos fragmentos aqui disponibilizados para fazer seu texto, mas não copie ou parafraseie trechos deles. Crie um título para seu texto.

 

            "Para evitar a presença dos chamados "hooligans", já foram proibidas de entrar na Alemanha, durante esta Copa, 2400 pessoas, mas outras 7000 estão sendo investigadas sobre possível participação em atos de violência. A Inglaterra mantém um cadastro organizado de "hooligans". Como eles são velhos conhecidos da polícia a maior preocupação são torcedores poloneses, ucranianos e croatas".

            ("Veja, 19/04/06") (fig. 1)

 

            "(fig. 2) Quebradeira no fim do jogo Corinthians e River Plate terminou com 26 feridos. (Época, 08/05/06) Uma pilha foi a primeira coisa que acertou a cabeça do Major Walter Mota na noite do último dia 4, durante o jogo entre Corinthians e River Plate, no Estádio do Pacaembu. Logo depois vieram um radinho de plástico, cadeiras arrancadas da arquibancada, pedras, banquetas, pias que pertenciam aos banheiros e até pedaços das catracas eletrônicas. "Na hora não pensava em mais nada, apenas em evitar uma tragédia maior no Pacaembu", afirma o major."

 

            "Os "hinchas" espanhóis não tiveram uma trajetória distinta dos torcedores organizados brasileiros, porém a reação das autoridades européias foi mais rápida, e o empenho em resolver o problema da violência relacionada a eventos esportivos passou a ser prioritário em termos de segurança social, isso principalmente na Espanha".

            Reis, HHB, Revista Paulista de Educação Física, n¡17 (2), 2003.

 

 

 

PROPOSTA 5

 

Segundo pesquisa realizada com 403 entrevistados de 16 a 23 anos pelo Laboratório Unicarioca de Pesquisas Aplicadas, a pedido da "Megazine" e publicada no jornal "O Globo", em 12/7/2005, "boa parte dos jovens (...) não parece levar ética a sério nos assuntos do dia a dia".

 

Dos jovens entrevistados, "34% admitem ter tirado dinheiro da carteira de pais, parentes ou amigos sem avisar, 8,92% nunca fizeram isso, mas não acham nada demais, e outros 22% nunca cometeram esse delito, mas conhecem pessoas que já o fizeram (...) 38% das pessoas ouvidas falsificaram a assinatura dos pais em algum documento ou correspondência da escola (...) e 21% já usaram a internet para difamar alguém".

 

Na opinião da psicóloga Teresa Creusa Negreiro, "Ao menos metade das pessoas que responderam que nunca agiram de tal maneira, mas conhecem gente que já, na verdade, fez aquilo ou está disposta a fazer".

 

De acordo com uma pesquisa do Pró - Saber (21/5/2001 a 8/6/2001), realizada a partir de entrevistas com 1002 alunos de escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro, da 7 série do fundamental à 3 série do Ensino Médio, pode-se chegar "à visão de um adolescente que não trabalha (90,3%), que navega na internet se for da escola particular (50,5%), que tem amigos (94,4%) e que valoriza neles principalmente a solidariedade, a sinceridade, a lealdade, a cumplicidade, independentemente da classe social a que pertence".

 

Na fala da pesquisadora Rosiska Darcy de Oliveira, o adolescente "pousa na amizade como no mais sólido chão e faz dela o terreno onde brota o melhor de si: lealdade na adversidade, atenção à felicidade do outro, incondicionalidade em face de terceiros, franqueza na intimidade".

 

Nos trechos selecionados, adultos procuram conhecer o jovem com que convivem hoje em dia. Considerando todas essas visões sem, no entanto, copiar nenhuma, desenvolva, de forma objetiva e bem fundamentada, em um texto escrito em prosa, a sua concepção sobre os valores que orientam a conduta de pessoas jovens. O texto a ser produzido deve ser um artigo de opinião a ser veiculado em um jornal da universidade e deve ter, aproximadamente, 25 linhas. Dê um título criativo ao seu texto.

 

 

PROPOSTA 6

 

"A Amazônia é considerada a área de maior extensão de floresta tropical do mundo, representando 40% do total ainda existente do planeta.

Com a maior floresta tropical úmida do mundo, a mais extensa rede fluvial do planeta e com o maior volume de água doce disponível na Terra, a Amazônia presta valiosos serviços ambientais ao regular a quantidade de gás carbônico na atmosfera e orquestrar a distribuição de chuvas em quase metade da América Latina.(...) A biodiversidade da região é tamanha que não há outro lugar com variedade tão grande de espécies, com características próprias bem marcadas".

            (Disponível em <http://portalamazonia.globo.br>).

 

Informações como esta trazem, de tempos em tempos, o temor diante da possibilidade de que essa área seja dominada por estrangeiros.

 

Proposta:

A internacionalização da Amazônia ou, em outras palavras, as eventuais ameaças à soberania brasileira em relação à Amazônia é o tema desta redação.

Leia com atenção os textos e observe as imagens disponibilizadas.

Construa um texto dissertativo-argumentativo, posicionando-se sobre este assunto tão polêmico.

Relacione as ideias entre os textos, mas não os copie.

Crie um título para o seu texto, adequado ao desenvolvimento que você der ao tema.

 

1. "Em 1982, durante a sua expedição pela Amazônia, o oceanógrafo Jacques Cousteau fez uma declaração com ares de premonição: Hoje, o mundo está preocupado com a guerra nuclear, mas essa ameaça vai desaparecer.

A guerra do futuro será entre os que defendem a natureza e os que a destroem. A Amazônia vai ficar no olho do furacão. Cientistas, políticos e artistas desembarcarão aqui para ver o que está sendo feito com a floresta".

            (Bernardino, F.R; Principe, Leonide. "Emoções Amazônicas". Manaus: Photoamazonica. 1998.)

 

2. "Para aqueles que imaginam a internacionalização a partir da perspectiva do território, a invasão e a tomada da Amazônia por outras nações, com a criação de um governo específico para sua gerência, são factíveis e, embora ainda não tenham acontecido, se constituem em perigos iminentes com os quais o Estado brasileiro deve se preocupar. Os defensores dessa hipótese, principalmente os militares brasileiros, argumentam que as reservas de energia e água do planeta estão próximas do esgotamento e que o potencial da floresta amazônica resultará, inevitavelmente, em futuras investidas das grandes potências mundiais sobre o território brasileiro".

            Dias, Susana. "A internacionalização imaginada da Amazônia". Disponível em <http://www.comciencia.br>

 

 

3. "Já os que analisam sob o ponto de vista do capital denunciam que a internacionalização da Amazônia já está acontecendo, não pela tomada de território físico, que é considerada hipótese remota, mas por mecanismos mais atuais e refinados ligados à exploração econômica: a aposta cada vez mais forte na mercantilização da natureza; a abertura ao mercado externo; o estímulo à participação do capital estrangeiro no país; e a flexibilização das políticas de exploração das florestas. Nessa perspectiva, os inimigos - os interesses transnacionais - já estariam em território amazônico representados pelas indústrias madeireiras, mineradoras, farmacêuticas e de sementes."

            Dias, Susana. "A internacionalização imaginada da Amazônia". Disponível em <http://www.comciencia.br>

 

4. Segundo Stuart Pimm e Clinton Jenkins todos os países com biodiversidade têm poucas pessoas para cuidar dos problemas que vão desde a perda de espécies, passam por grandes variações na economia local, no sistema político, além de uma variedade de crenças religiosas e culturais. "Não se pode esperar que as áreas naturais permaneçam intocadas a menos que profissionais de conservação locais qualificados estejam a postos para resolver com criatividade as inevitáveis disputas sobre como usar os recursos do país. [...] Para sustentar a biodiversidade, o mundo precisa primeiro identificar, e então imediatamente proteger esses lugares especiais.[...] Decididas quais áreas proteger, como o mundo deve cumprir a tarefa? E quem pagará pela proteção?"

            ("Scientific American". Edição especial Brasil, nŽ 41, out 2005.p.54)

 

 

 

 

 

PROPOSTA 7

 

 

TRABALHO INFANTIL

 

Leia com atenção os seguintes textos:

"A crueldade do trabalho infantil é um pecado social grave em nosso País. A dignidade de milhões de crianças brasileiras está sendo roubada diante do desrespeito aos direitos humanos fundamentais que não lhes são reconhecidos: por culpa do poder público, quando não atua de forma prioritária e efetiva, e por culpa da família e da sociedade, quando se omitem diante do problema ou quando simplesmente o ignoram em decorrência da postura individualista que caracteriza os regimes sociais e políticos do capitalismo contemporâneo, sem pátria e sem conteúdo ético."

            (Xisto T. de Medeiros Neto. A crueldade do trabalho infantil. "DIÁRIO DE NATAL". 21/10/2000.)

 

"Submetidas aos constrangimentos da miséria e da falta de alternativas de integração social, as famílias optam por preservar a integridade moral dos filhos, incutindo-lhes valores, tais como a dignidade, a honestidade e a honra do trabalhador. Há um investimento no caráter moralizador e disciplinador do trabalho, como tentativa de evitar que os filhos se incorporem aos grupos de jovens marginais e delinqüentes, ameaça que parece estar cada vez mais próxima das portas das casas."

            (Joel B. Marin. "O trabalho infantil na agricultura moderna". www.proec.ufg.br.)

 

"Art. 4Ž -  É dever da família, da comunidade, da sociedade em geral e do Poder Público assegurar, com absoluta prioridade, a efetivação dos direitos referentes à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao esporte, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária."

            ("Estatuto da Criança e do Adolescente". Lei nŽ 8.069, de 13 de julho de 1990)

 

Com base nas ideias presentes nos textos anteriores, redija uma dissertação sobre o tema:

O TRABALHO INFANTIL NA REALIDADE BRASILEIRA.

 

 

 

PROPOSTA 8

 

 

                                   Instruções

 

A prova de Redação apresenta três propostas de construção textual. Desse modo, para produzir o seu texto, você deve escolher um gênero, entre os três indicados a seguir:

 

A - diário

B - editorial

C - carta de leitor

 

O tema é único para os três gêneros. Fuga ao tema, desconsideração ou mera cópia da coletânea anulam a Redação.

Com a finalidade de auxiliar o projeto do seu texto, o tema vem acompanhado de uma coletânea. Ela tem o objetivo de propiciar uma compreensão prévia e abrangente a respeito da temática proposta. Por isso, a leitura da coletânea é obrigatória. Ao utilizá-la, você não deve copiar trechos ou frases sem que essa transcrição esteja a serviço do seu projeto de texto.

Independentemente do gênero escolhido, o seu texto não deve ser assinado.

 

TEMA

 

                                   A Verdade:

Inerente aos acontecimentos e às coisas do mundo?

Construída a partir dos acontecimentos e das coisas num dado momento e lugar?

 

                                   COLETÂNIA

 

ciência [Do lat. scientia]. S. f. [...] conjunto de conhecimentos socialmente adquiridos ou produzidos, historicamente acumulados, dotados de universalidade e objetividade que permitem sua transmissão, e estruturados com métodos, teorias e linguagens próprias, que visam compreender e, possivelmente, orientar a natureza e atividades humanas.

verdade [Do lat. veritate]. S. f. Conformidade com o real; exatidão, realidade; franqueza, sinceridade; coisa verdadeira ou certa; [...] princípio certo; [...] representação fiel de alguma coisa da natureza.

            FERREIRA, Aurélio Buarque de Hollanda. "Novo Aurélio século XXI". O Dicionário da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1999; p. 462 e 2060.

 

 

                                   Câncer

            Quando as estatinas chegaram ao mercado, pensava-se que elas poderiam aumentar os riscos de câncer. Agora, os médicos começam a acreditar que os efeitos do remédio podem vir a ajudar no tratamento de pacientes com câncer, especialmente os tumores malignos de fígado, de intestino e de próstata.

            Começaram a ser feitos os primeiros levantamentos sobre a relação entre as estatinas e a prevenção do câncer da mama. O processo pelo qual o remédio combateria esses tumores ainda não foi desvendado.

            "VEJA". São Paulo: Abril, n. 1858, 16 jun. 2004, p. 86.

 

 

            Ninguém tem dúvida de que discordâncias e erros de interpretação podem ocorrer. Infelizmente, fazem parte do aspecto subjetivo humano, do exercício da medicina. Resta aos especialistas a tarefa contínua de melhorar ao máximo o controle de qualidade de equipamentos, métodos, técnicos e médicos, num esforço constante para evitar informações desencontradas que possam prejudicar o paciente.

            Por sorte, a maioria das discrepâncias está em detalhes periféricos que raramente têm impacto significativo no manejo clínico. As restrições impostas pelos diferentes sistemas de saúde, assim como pelo mercado, podem reduzir a capacidade dos centros de diagnóstico em manter qualidade de níveis elevados, adequados. Quanto de discrepância entre especialistas pode ser considerado aceitável? Isso ainda não está claro hoje em dia. E não se sabe se ficará claro num futuro próximo.

            "CARTA CAPITAL". São Paulo, n. 303, set. 2004, p. 56. Especial Saúde.

 

 

            Quando comparamos as físicas de Aristóteles, Galileu-Newton e Einstein, não estamos diante de uma mesma física, que teria evoluído ou progredido, mas diante de três físicas diferentes, baseadas em princípios, conceitos, demonstrações, experimentações e tecnologias completamente diferentes. Em cada uma delas, a idéia de Natureza é diferente; em cada uma delas os métodos empregados são diferentes; em cada uma delas o que se deseja conhecer é diferente.

            CHAUI, Marilena. "Convite à filosofia". São Paulo: Ática,1999, p. 257.

 

 

            Se seus anzóis têm, até o momento, pescado só peixes pequenos, ele (o cientista) deve mudá-los para ver se consegue pescar peixes grandes. Se está convencido de que as coisas são de um jeito, deveria buscar evidências de que são de outro. Cada cientista consciente deveria lutar contra sua própria teoria. E é isso que o torna uma pessoa capaz de perceber o novo.

            ALVES, Rubem. "Filosofia da Ciência - introdução ao jogo e a suas regras". São Paulo: Loyola, 2000, p. 189.

 

 

            Em nossas sociedades, a "economia política" da verdade tem cinco características historicamente importantes: a "verdade" é centrada na forma do discurso científico e nas instituições que o produzem; está submetida a uma constante incitação econômica e política (necessidade de verdade tanto para a produção econômica quanto para o poder político); é objeto, de várias formas, de uma imensa difusão e de um imenso consumo (circula nos aparelhos de educação ou de informação, cuja extensão no corpo social é relativamente grande, não obstante algumas limitações rigorosas); é produzida e transmitida sob o controle, não exclusivo, mas dominante, de alguns grandes aparelhos políticos ou econômicos (universidade, exército, escritura, meios de comunicação); enfim, é objeto de debate político e de confronto social (as lutas "ideológicas"). [...] Há um combate "pela verdade' ou, ao menos, "em torno da verdade" - entendendo-se, mais uma vez, que por verdade não quero dizer "o conjunto das coisas verdadeiras a descobrir ou a fazer aceitar", mas o "conjunto das regras segundo as quais se distingue o verdadeiro do falso e se atribui ao verdadeiro efeitos específicos de poder"; entendendo-se também que não se trata de um combate "em favor" da verdade, mas em torno do estatuto da verdade e do papel econômico-político que ela desempenha.

            FOUCAULT, M. "Microfísica do poder". 18. ed. Rio de Janeiro: Graal, 2003, p. 13.

 

 

Mídia, às vezes, fabrica notícias, afirma Gushiken

            O ministro Luiz Gushiken (Comunicação e Gestão Estratégica) disse que a mídia às vezes comete "deslizes" e "fabrica" notícias. As declarações foram dadas ao comentar a proposta de criação do Conselho Federal de Jornalismo para fiscalizar os profissionais.

            Gushiken diz que a liberdade de imprensa é "um valor definitivo na democracia", mas que "nada é absoluto".

            "FOLHA DE S. PAULO". São Paulo, 11 ago. 2004.

 

 

                        A nossa moral e a deles

            Ser democrático, diz Giannotti, é conviver com esse "risco de o político tentar vencer eleições usando os recursos à mão, até manipulando indecisões e falhas do regulamento". Não existe política sem tolerância para certas faltas. Se não existe inferno, se o proletariado não vai nos salvar da barbárie da história e, enfim, se Marx está morto, se Deus está morto e nós mesmos não nos sen

quinta 25 fevereiro 2010 18:13



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